Onde está seu coração?

5 07 2011

A resposta à pergunta que dá título a este texto indica o que um indivíduo considera essencial em sua vida. Inicialmente, você pode considerar esta declaração estranha. Contudo, é da condição humana colocar sua esperança e expectativas em algo/alguém.

Por mais que hoje seja muito comum encontrar aqueles que se definem como totalmente céticos, não há pessoa que viva sem uma razão de existir. Neste caso, numa argumentação bem simplória, a dúvida pode ser entendida como o elemento que move estes indivíduos, enquanto a descrença absoluta pose ser entendida apenas como uma posição utópica.

O fato é que hoje somos movidos por vários elementos, entre eles: Profissão, bens, crenças, sonhos, relacionamentos, desejos, estudos e oportunidades. Entretanto, eles são transitórios, e não dão sentido à existência humana.

Assim, especificamente para o cristão, algo que se apresenta como a motivação essencial é o próprio Deus. No texto de Lamentações 3.24-26 lemos o seguinte afirmação: “A minha porção é o Senhor, diz a minha alma; portanto esperarei nele. Bom é o Senhor para os que esperam por ele, para a alma que o busca. Bom é ter esperança, e aguardar em silêncio a salvação do Senhor”.

O autor deste fragmento bíblico expressa que para ele a razão de sua existência é o próprio Deus. E, por conta dessa relação dele com o Senhor, pode ter esperança em sua caminhada, pois certamente contará com o auxílio divino.

É interessante perceber que em meio a estas palavras não há qualquer menção à realização da vontade humana, mas apenas ao desejo de ter um relacionamento mais profundo com o Criador, de ter o próprio Senhor como sua porção (alvo).

Onde está seu coração? Espero que esteja no próprio Deus, pois Ele é quem dá paz, esperança e sentido à existência do homem.





Quem sou eu?

1 07 2010

Estava eu a pensar: Quem sou eu?

Nesta divagação percebi que, em parte, sou singular.

Porém, também sou um pouco dos lugares pelos quais passei, das pessoas que conheci.

Enfim, apesar de ser único, sou um pouco de tudo e de todos.





Sobre os indispensáveis

30 06 2010

Recebi há algum tempo uma mensagem de um colega falando de um evento que ele considerava indispensável para um determinado grupo.

Não quero entrar no mérito da opinião específica dele. Porém, o fato é que sempre tive problemas com os indispensáveis. Talvez por gostar de sempre ficar no contra – como bem diz Renata – tendo a olhar com suspeita para as unanimidades, para os indispensáveis, para a falta de questionamento.

Uma das maiores tristezas que tenho é produto da percepção de que tendemos a valorizar aquilo que é dispensável.

Quantas vezes você já ouviu afirmações como: “Este evento é imperdível”, “este é um filme, peça, show, etc, que você não pode deixar de ver”, “pastor igual a este não tem igual”, “só pode alcançar a felicidade aquele que já leu este livro”.

O fato é que este tipo de percepção tende a enclausurar a vida em um determinado roteiro. Segundo esta lógica, quem não o cumpre não sabe viver bem.

Entretanto, algo que tenho aprendido em meus pouco mais de 31 anos é que a vida separa para cada um de nós muitas surpresas. Surpresas estas que deixamos muitas vezes de experimentar simplesmente pela nossa incapacidade de nos livrar dos falsos indispensáveis.

Na minha percepção, o único indispensável que deve ter crédito é o que está em Eclesiastes 12.13: “De tudo o que se tem ouvido, o fim é: Teme a Deus, e guarda os seus mandamentos; porque isto é o dever de todo o homem”.

Fora isto, se permita viver aquilo que a vida tem de melhor e o que Deus separou para você.





O poder restaurador do amor

10 06 2010







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