Sobre os indispensáveis

30 06 2010

Recebi há algum tempo uma mensagem de um colega falando de um evento que ele considerava indispensável para um determinado grupo.

Não quero entrar no mérito da opinião específica dele. Porém, o fato é que sempre tive problemas com os indispensáveis. Talvez por gostar de sempre ficar no contra – como bem diz Renata – tendo a olhar com suspeita para as unanimidades, para os indispensáveis, para a falta de questionamento.

Uma das maiores tristezas que tenho é produto da percepção de que tendemos a valorizar aquilo que é dispensável.

Quantas vezes você já ouviu afirmações como: “Este evento é imperdível”, “este é um filme, peça, show, etc, que você não pode deixar de ver”, “pastor igual a este não tem igual”, “só pode alcançar a felicidade aquele que já leu este livro”.

O fato é que este tipo de percepção tende a enclausurar a vida em um determinado roteiro. Segundo esta lógica, quem não o cumpre não sabe viver bem.

Entretanto, algo que tenho aprendido em meus pouco mais de 31 anos é que a vida separa para cada um de nós muitas surpresas. Surpresas estas que deixamos muitas vezes de experimentar simplesmente pela nossa incapacidade de nos livrar dos falsos indispensáveis.

Na minha percepção, o único indispensável que deve ter crédito é o que está em Eclesiastes 12.13: “De tudo o que se tem ouvido, o fim é: Teme a Deus, e guarda os seus mandamentos; porque isto é o dever de todo o homem”.

Fora isto, se permita viver aquilo que a vida tem de melhor e o que Deus separou para você.





glória eterna

12 08 2008

Estamos em meio aos Jogos Olímpicos. Este é um momento no qual inúmeras pessoas se mobilizam para acompanhar os feitos de atletas que se preparam por toda uma vida para alcançar um momento de glória.

Isto me faz pensar na caminhada do cristão. Assim como um atleta somos desafiados a nos preparar por toda uma vida. Mesmo que não seja um feito tão popular, ele é um mais valioso que o dos atletas. A importância dele está no fato de esta glória não ser passageira, mas sim eterna.

“Uma coisa faço, e é que, esquecendo-me das coisas que atrás ficam, e avançando para as que estão diante de mim, prossigo para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus.” Filipenses 3.13-14





Presente e futuro

17 11 2007

Um dos questionamentos mais presentes em minha mente é o que envolve as conseqüências futuras de minhas escolhas atuais. No campo das ciências sociais – em especial na antropologia – se diz que a personalidade de um indivíduo é forjada tanto por componentes físicos como por psicológicos, estes ligados à história da pessoa.

Esta percepção me faz tentar antever o que serei no futuro. Por mais que tenha nascido em uma família com determinadas características, a minha história futura será determinada em grande parte pelo que vivo e penso neste momento: minhas metas, prioridades, planos, anseios, desejos etc.

Ao contrário do que muitos afirmam este também é um ensino bíblico. Quando Jesus liberta o indivíduo de todo o seu passado de pecado ele também oferece a possibilidade de iniciar uma caminhada totalmente nova, sem se limitar aos padrões da era atual.

Para quem vive nos dias de hoje, abrir mão dos roteiros apresentados pela sociedade – muitos dos quais sem sentido algum, isto vale uma postagem futura – é muito complicado. Desta forma, optar por um caminho totalmente novo certamente significará dores, temores, dúvidas e desafios.
Porém, não considero atraente apenas seguir a trilha já existente, como se fosse gado tocado. A beleza da vida está justamente na sua imprevisibilidade, no que é novidade. Como fala a Bíblia, Deus tem para nós coisas tão maravilhosas e que não conseguimos ao menos imaginar. Isto é o que desejo para mim.





…na estrada…

7 01 2006

– “Peregrinando vou pelos montes e pelos vales sempre na luz! Cristo promete…”

– “Opa! O que é isto? À frente há uma encruzilhada. Mas não ouvi falar de nenhum desvio no caminho. E agora? Sigo para a direita, para a esquerda, ou continuo em frente?”

– Olá!

– “O que? Quem chama?”

– Aqui atrás. Estamos aqui.

– “Ora, me desculpem. Creio que estava tão preocupado em descobrir por qual caminho seguir que não os vi.”

– Você também está de viagem?

– “Sim, estou neste caminho há algum tempo. Já enfrentei muitas dificuldades. Frio, fome, cansaço e perigos.”

– E para onde segue alguém tão destemido?

– “Não sou tão destemido assim. Mas sigo para lá. Para onde está a cruz vazia.”

– Para lá? Mas parece tão distante…

– Além disso, o caminho parece tão perigoso e estreito.

– “ É verdade. Mas é para lá mesmo que vou. Não tenho outra alternativa.”

– Você é corajoso heim!?

– Pra mim isto é ilusão…

– “Por que ilusão?”

– Você acredita mesmo na promessa? Isto é invencionice. Crendice de quem não tem o que fazer. Não acredito nisso, prefiro ficar aqui e não me cansar.

– “E você? Também não acredita na promessa?”

– Eu já acreditei. E, assim como você faz agora, por muitas terras andei. Porém, o tempo passou e me cansei. Acho que esta jornada não é para mim. Agora, vou para uma terra maravilhosa da qual ouvi falar. Uma terra de prazeres e de felicidade ilimitada, onde tudo podemos fazer e onde regras não há.

– “É, parece tentador. Mas não posso seguir você. Tenho que, em meu caminho até à cruz, prosseguir. Que rumo devo tomar?”

– Vá pelo centro. Pela estrada mais estreita e pedregosa.

– Definitivamente vá continue indo em frente. Para a cruz esse caminho irá te levar. Mas tem certeza mesmo que vai continuar?!

– “Não posso mais essa senda deixar. Para a cruz vazia vou prosseguir. Sei que minha jornada é difícil e longa, mas nela encontro esperança, paz e alegria. Aqui está a razão de viver e para caminhar. Agora devo ir. Não devo mais me alongar.”

– Coitado. Tão moço e já apegado a crendices…

– Será que ele está certo? Será que deveria novamente para a cruz me voltar?…

– “Vão me guiando raios benditos, que me conduzem para a mansão, mais e mais perto o mestre seguindo, canto louvores da salvação. Brilho celeste, brilho…”








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