Recebi há algum tempo uma mensagem de um colega falando de um evento que ele considerava indispensável para um determinado grupo.
Não quero entrar no mérito da opinião específica dele. Porém, o fato é que sempre tive problemas com os indispensáveis. Talvez por gostar de sempre ficar no contra – como bem diz Renata – tendo a olhar com suspeita para as unanimidades, para os indispensáveis, para a falta de questionamento.
Uma das maiores tristezas que tenho é produto da percepção de que tendemos a valorizar aquilo que é dispensável.
Quantas vezes você já ouviu afirmações como: “Este evento é imperdível”, “este é um filme, peça, show, etc, que você não pode deixar de ver”, “pastor igual a este não tem igual”, “só pode alcançar a felicidade aquele que já leu este livro”.
O fato é que este tipo de percepção tende a enclausurar a vida em um determinado roteiro. Segundo esta lógica, quem não o cumpre não sabe viver bem.
Entretanto, algo que tenho aprendido em meus pouco mais de 31 anos é que a vida separa para cada um de nós muitas surpresas. Surpresas estas que deixamos muitas vezes de experimentar simplesmente pela nossa incapacidade de nos livrar dos falsos indispensáveis.
Na minha percepção, o único indispensável que deve ter crédito é o que está em Eclesiastes 12.13: “De tudo o que se tem ouvido, o fim é: Teme a Deus, e guarda os seus mandamentos; porque isto é o dever de todo o homem”.
Fora isto, se permita viver aquilo que a vida tem de melhor e o que Deus separou para você.



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