O direito de expressar a fé

6 07 2010

Geralmente não gosto de reproduzir textos de outras pessoas. Mas o que vem abaixo, de autoria do pastor Ariovaldo Ramos, é realmente muito bom.

De forma simples e direta ele comenta o episódio no qual um jornalista, Juca Kfouri, questionou o fato de o jogador Kaká expressar a sua fé. É coisa passada, mas o texto em questão dá pano para uma boa reflexão.

Ao Sr. Kfouri… o filho

Ariovaldo Ramos

Não é direito do ser humano, ter ou não ter fé?
E não é um direito explicar a vida a partir da fé?
Se perde, não é um direito buscar consolo na fé?
E se ganha, não é um direito atribuir a superação ao deus em que crê?
Se não há deus, por que a ira contra quem não existe?
Logo, é ira contra seres humanos no exercício do direito de explicar a sua vida, e atribuir a sua vitória a quem quer que seja.
E como eu saberia que o articulista não tem fé, se não o tivesse dito no espaço onde deveria falar de futebol?
E se alguém, ao ver a demonstração de fé dos atletas, decidir buscar essa fé, não lhe será um direito?
E se, ao ouvir o articulista, decidir pelo ateísmo, isso não lhe será um direito?
Por que essa celeuma sobre o que é apenas o exercício de direito?
O fato de eu não gostar de ouvir algo, não tira do outro o direito de falar.
O fato de eu não gostar de como alguém comemora os seus feitos, não lhe tira o direito de o fazer.
Direito: faça valer!





Arrumando a casa

10 06 2010

Como você pode ver, estou de casa nova. Porém, mudança é sinônimo de trabalho. Assim, nas próximas semanas ainda estarei arrumando alguns detalhes do novo ordenador de ideias.

Caso queira ficar ligado nos próximos posts, que não demoram muito a sair, inscreva seu e-mail aí no lado direito.

Seja muito bem-vindo!!!





Um filho da cultura

26 06 2009

A notícia que está na boca das pessoas de todo o mundo é apenas uma: a morte daquele que é considerado o rei da música pop, Michael Jackson.

Em meio aos inúmeros depoimentos sobre este artista um, em minha opinião, sintetizou muito bem o que Michael Jackson representava. Segundo o cantor Jorge Mautner, Michael Jackson,“dos pés à cabeça, foi um filho da cultura”.

Penso que é uma ótima definição, que me faz pensar sobre os produtos de nossa cultura. Será que eles propõem uma existência saudável para o ser humano?

Ao olhar para a vida de Michael Jackson, que era um dos grandes produtores culturais e, acima de tudo, um produto dela, afirmo que a resposta é não. Parece que ele nunca se encontrou como indivíduo e partiu em uma jornada que, infelizmente, não havia final, a busca de uma identidade culturalmente mediada.

É triste perceber que nossa sociedade propõe uma existência caótica, na qual o ser humano não consegue valorizar a si e aos outros por aquilo que têm de mais singular, mas tende a viver a partir dos pressupostos apresentados pelos meios de comunicação, que não têm compromisso algum com o bem-estar das pessoas.





informação que desinforma

3 09 2008

É triste constatar que grande parte da informação oferecida não tem relação alguma com as questões essenciais da vida.

Na verdade, ela funciona como um elemento de alienação, pois dirige o olhar para questões irrelevantes.








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