Brincando de interpretar

21 07 2010

Uma das atividades que mais me agradam é a de interpretar. Gosto muito de tentar compreender o significado de um texto, de um situação, ou tentar compreender as motivações para uma pessoa tomar determinada decisão. Enfim, gosto muito de observar e interpretar.

Assim, a partir deste post quero compartilhar um pouco de algumas elucubrações provenientes de minhas observações da sociedade. Explicando de forma mais simples, vou escrever um pouco sobre alguns elementos que, na minha percepção, movem o homem contemporâneo. Inicialmente tratarei das seguintes categorias, que podem sofrer acréscimos com o decorrer do tempo: Desejo, Poder, Dinheiro, Verdade, Sonho, Religião.

Que sugerir alguma outra categoria a ser abordada? Pode mandar ver. Em 3 dias começamos nossa jornada interpretativa.





Presente e futuro

17 11 2007

Um dos questionamentos mais presentes em minha mente é o que envolve as conseqüências futuras de minhas escolhas atuais. No campo das ciências sociais – em especial na antropologia – se diz que a personalidade de um indivíduo é forjada tanto por componentes físicos como por psicológicos, estes ligados à história da pessoa.

Esta percepção me faz tentar antever o que serei no futuro. Por mais que tenha nascido em uma família com determinadas características, a minha história futura será determinada em grande parte pelo que vivo e penso neste momento: minhas metas, prioridades, planos, anseios, desejos etc.

Ao contrário do que muitos afirmam este também é um ensino bíblico. Quando Jesus liberta o indivíduo de todo o seu passado de pecado ele também oferece a possibilidade de iniciar uma caminhada totalmente nova, sem se limitar aos padrões da era atual.

Para quem vive nos dias de hoje, abrir mão dos roteiros apresentados pela sociedade – muitos dos quais sem sentido algum, isto vale uma postagem futura – é muito complicado. Desta forma, optar por um caminho totalmente novo certamente significará dores, temores, dúvidas e desafios.
Porém, não considero atraente apenas seguir a trilha já existente, como se fosse gado tocado. A beleza da vida está justamente na sua imprevisibilidade, no que é novidade. Como fala a Bíblia, Deus tem para nós coisas tão maravilhosas e que não conseguimos ao menos imaginar. Isto é o que desejo para mim.





Estranhar o familiar

20 07 2007

Vivemos um momento de menor liberdade agora em relação a épocas anteriores. Com o amplo desenvolvimento do sistema capitalista perdemos cada vez mais nossa unicidade para nos tornarmos apenas mais uma peça de uma grande engrenagem – vide Karl Marx em “O Capital”.

Antes, o homem vivia em contato direto com a natureza, tendo sua família em volta e com pleno controle sobre o seu tempo, artigo raro para qualquer pessoa que esteja totalmente imersa nas constantes revoluções da sociedade de informação.

Esta nova dinâmica de vida leva-nos a uma postura de submissão a um “way of life” no qual pensar e refletir é uma exceção. O que é importante é seguir os padrões estabelecidos por uma elite “cultural” e reproduzidos por uma “massa” que não aprendeu a criticar e analisar, mas que apenas compra, veste e faz o que vê na telinha.

Você já parou para pensar o que o leva a viver da forma que vive. Quais as motivações que o levam a realizar determinadas atividades e a ter certas atitudes ou opiniões.

Um antropólogo americano chamado Clifford Geertz propõe, aos cientistas sociais, uma atitude muito interessante. Ele afirma que sempre é necessário “estranhar o familiar”. É necessário ter um olhar crítico para aquilo que todos consideram normal. É necessário questionar o que levou aquilo a ser como é.

Esta me parece uma postura valiosa para o cristão atual. Devemos nos perguntar o que leva o nosso mundo a ser como é e, à luz da Bíblia, pensar em como ele deveria ser. Caso não cultivemos um olhar crítico para “as verdades” apresentadas a nós seremos continuaremos apenas sendo levados pela corrente.








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